Os árabes têm adotado todos os mitos anti-semitas da Europa, inclusive aqueles que os anti-semitas ocidentais já descartaram por serem muito primitivos, segundo aponta Menahem Milson, professor de língua e literatura árabe na Universidade Hebraica. Dentre esses, encontram-se os libelos de sangue, Os Protocolos dos Sábios de Sião e a acusação de que os judeus mataram Jesus.
A propaganda antijudaica árabe é hoje "a mais perigosa forma de ódio aos judeus – onde quer que estejam – desde a década de 1930", e precisa ser confrontada, declarou Milson ao falar numa conferência internacional sobre "anti-semitismo e preconceito na mídia contemporânea", realizada na Universidade Hebraica.
"Os libelos de sangue ainda são comuns no mundo árabe e muçulmano. Eles afloram até mesmo nos mais importantes jornais governamentais", disse Milson. "Alguns autores reciclam e relançam essas acusações já conhecidas, acrescentando-lhes novas deturpações. Por exemplo, a de que os judeus utilizam sangue humano não somente para a elaboração do matza (pão ázimo), mas também no recheio do humantaschen, a massa folhada da festa do Purim, conforme afirmou um jornal saudita".
Os Protocolos dos Sábios de Sião têm sido usados no mundo árabe desde a sua tradução para a língua árabe em 1927, e muitos formadores de opinião citam esse documento forjado no intento de mostrar que o plano malicioso dos judeus está em execução.
Caricaturas anti-semitas na imprensa árabe.
No jornal Al-Istiqlal: "Os judeus crucificam os palestinos".
"Os judeus bebem o sangue dos mártires palestinos".
"Certamente muitos escritores árabes – alguns deles importantes – estão bem conscientes de que os Protocolos são uma fraude", disse Milson. "Apesar disso, eles continuam a utilizá-los, argumentando que não faz diferença se os Protocolos são fato ou ficção. Suas predições, dizem eles, têm se cumprido amplamente, provando que o material contido neles é autêntico, ainda que o documento que se tem em mãos seja forjado".
Quanto aos árabes anti-semitas acusarem os judeus de terem matado Jesus, essa é uma afirmação realmente muito estranha vinda de muçulmanos. Segundo o Alcorão, Jesus não foi crucificado; uma outra pessoa, parecida com Ele, morreu em Seu lugar. Todavia, quando surge a necessidade de utilizar essa acusação, nem a doutrina do Alcorão é um obstáculo para os propagandistas anti-semitas".
Outra alegação é a de que os sionistas colaboraram com os nazistas, para aniquilar o povo judeu. Afirma-se que "as ações de Israel e dos sionistas contra o povo palestino equivalem aos crimes nazistas contra os judeus, ou melhor, dos ‘alegados’ crimes nazistas contra os judeus". Ouve-se freqüentemente: "Aquilo que os judeus ‘alegam’ ter sofrido por parte dos nazistas, na verdade, eles mesmos estão fazendo aos árabes".
O terceiro componente são os insultos vulgares dirigidos aos judeus, não somente nos sermões de sexta-feira, mas também nos artigos políticos: que eles são descendentes de macacos e porcos, uma referência derivada de vários versículos do Alcorão.
Milson censurou o meio acadêmico israelense, por fazer "vistas grossas" ao anti-semitismo árabe. Ele enumerou algumas razões para essa atitude, mas esclareceu que ele não pode ser ignorado. "Fatores psicológicos estão misturados com motivos ideológicos e políticos", disse ele. "Toda a iniciativa sionista foi projetada para resolver o problema do anti-semitismo. Por isso, muita gente procura abafar ou negar o fato de que o ódio, do qual pensávamos ter escapado quando deixamos a Europa, é endêmico no Oriente Médio".
A motivação política para ignorá-lo, baseia-se no medo de que, desmascarando-se o sentimento anti-semita do lado árabe, reforçar-se-ia a intransigência política em Israel e se "entregaria o jogo" nas mãos daqueles grupos políticos que se opõem a qualquer acordo territorial.
"Até que isso faz algum sentido, mas devemos reconhecer que ‘fazer vistas grossas’ diante do anti-semitismo árabe não é apenas intelectualmente errôneo, mas também politicamente contra-producente", declarou Milson. "O único tratamento adequado, que também pode trazer alguns resultados otimistas, é exatamente não encobrir, mas expor. A revelação é o primeiro estágio do melhor tratamento para o anti-semitismo". (The Jerusalem Post)
Por que os judeus são tão odiados? Por que todas as nações concordam que Israel não deveria tomar posse da Terra Prometida? Por que nenhuma nação sobre a face da terra reconhece Jerusalém como a capital de Israel? A resposta se encontra na afirmação de Jesus: "...a salvação vem dos judeus" (Jo 4.22). Por isso, este mundo, que rejeita a vontade de Deus, realiza a obra do "pai da mentira", "com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos... a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça" (2 Ts 2.10,12). (Arno Froese - http://www.beth-shalom.com.br)
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